Nova Pesquisa Demonstra Que Casos De Bullying Aumentam Todos Os Dias

Os casos de bullying estão se tornando cada vez mais frequentes no Brasil, mesmo com o assunto sendo colocado mais em pauta do que antigamente. A origem do bullying não é de hoje e provavelmente demorará para acabar. 

Infelizmente é uma realidade nas escolas. Pais, alunos e professores sofrem direta e indiretamente com este hábito de menosprezar, vexar, xingar e apontar para o coleguinha.

E isso não é necessariamente uma limitação das crianças. A cultura do bullying se estende para adolescentes, jovens e adultos. Entenda mais sobre o movimento do Bullying no país.

Casos de bullying aumentam a cada dia 

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em conjunto com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), os casos de bullying aumentaram nos últimos anos na cidade de São Paulo. 

Feito em 2019, o estudo apontou que 22% dos estudantes e até mesmo 16% dos professores relataram passar por situações de bullying dentro das escolas. 

Fazendo um comparativo, os números eram de 13% e 8% respectivamente em 2017. 

O levantamento também retratou que 38% dos alunos e 34% dos professores já foram oprimidos ou discriminados por expor suas opiniões. Isso é, sem dúvida, um número muito preocupante. 

Outra pesquisa, também realizada na rede pública no Estado de São Paulo, relatou que 30% dos alunos sofreram bullying no último mês. 

A pesquisa considerou 110 mil alunos entre o quinto e o nono ano do Ensino Fundamental, bem como do terceiro colegial. 

De acordo com os entrevistados, o bullying afeta a determinação, a autoconfiança e também diminui o entusiasmo com a escola e o aprendizado. Veja alguns números da pesquisa sobre casos de bullying:

  • 16% relataram que sofreram bullying por conta do corpo 
  • 14% por conta da aparência do rosto
  • 8% pela cor da pele (entenda mais aqui
  • 7% por conta de sua religião 
  • 6,5% pela orientação sexual (entenda mais aqui)
  • 6,2% pela região de origem

Além de tudo isso, pesquisas também apontam que o Brasil é o 2º país com mais casos de cyberbullying no mundo! E, para piorar, a pandemia intensificou ainda mais tudo isso. 

O combate contra o bullying é uma necessidade. É preciso que esse assunto seja cada vez mais falado e colocado em pauta de uma maneira inteligente. É imprescindível que atinja todos os públicos, de todas as idades. 

A realidade das escolas deve ser mudada

A realidade é que os casos de bullying acontecem comumente nas escolas e, às vezes, há até mesmo participação dos professores. 

Lembrando que a Lei de Combate ao Bullying também vale para as escolas particulares, há a necessidade de haver uma unificação entre as unidades de ensino para tratar disso de maneira pertinente.

As consequências de uma infância marcada pelo bullying podem ser irreversíveis, incluindo suicídio. Não é um assunto para ser levado como piada ou “mimimi”. Bullying é algo que afeta a saúde mental, emocional e física das pessoas.

Não hesite em procurar um profissional 

Tanto as escolas quanto os familiares devem procurar ajuda profissional para lidar com esse tipo de situação.

No primeiro caso, um compliance educacional pode ajudar a construir uma nova cultura dentro da escola, enquanto na segunda situação um psicólogo pode ajudar.

O importante é entender a gravidade do problema e buscar meios de amenizá-los até se extinguirem.

Os casos de bullying precisam começar a diminuir e não a seguir no caminho oposto. Combater o bullying é um ato ético e político também. 

Dra. Ana Paula Siqueira

A Dra. Ana Paula Siqueira é especialista em direito digital e Diretora de Inovação da Class Net Treinamentos e Educação Digital. Ela é graduada em Direito e pós-graduada em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestre e Doutoranda pela PUC/SP.

É autora do livro “Comentários à Lei do Bullying 13.185/15” e vencedora do Prêmio Lumen 2018 de Responsabilidade Social com o seu programa “Proteja-se dos prejuízos do Cyberbullying” e Prêmio Selo De Referência Nacional 2019 – ANEC.

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