Round 6 impacta e põe pais e educadores do Brasil em alerta 

Não há quem não tenha ouvido falar sobre “Round 6”, um espécime de Dorama ou K-drama sul-coreano, que conquistou primazia entre crianças e adolescentes do mundo.

A série, veiculada pela Netflix, está gerando uma mobilização nas escolas brasileiras. O motivo: o acesso de menores, entre 7 e 8 anos, ao conteúdo inapropriado para esta faixa etária.

Round 6 tem por enredo o conflito vivido por pessoas com problemas financeiros, que se submetem a um jogo sinistro e de natureza violenta, com a meta de ganhar prêmio milionário que resolveria suas vidas.

Round 6 em Foco e as semelhanças com programa brasileiro

Squid Game, nome original do seriado, têm sido foco de atenção de milhares de pessoas, com grande repercussão. É o lançamento mais assistido e mais comentado da Netflix.

Memes, e posts na Internet e redes sociais que comparam Round 6 com o programa comandado por Luciano Huck aos domingos, fazem a produção coreana emplacar, cada vez mais.

Entre as similaridades apontadas está o fato de ambos os programas resolverem a vida financeira dos ganhadores. Mas, outro ponto em comum é a grande especulação do sofrimento alheio.

Apesar de direcionado à adolescentes, o conteúdo chega também até as crianças. E este é o principal motivo da inquietude que se levanta.

Round 6: O que é e quem é o público-alvo no Brasil?

Já faz tempo que a ascensão cultural da Coreia do Sul chegou até o Brasil. Os famosos grupos de K-POP atraem milhares de adolescentes para os seus fã-clubes. Também é possível conferir os famosos Doramas, séries coreanas, que estão disponíveis na Netflix e outros serviços de streaming. 

O marco da vez é “Round 6”. Uma série sul-coreana produzida pela Netflix que após pouco tempo de seu lançamento, já se tornou a série mais assistida do catálogo. O sucesso dos episódios alcançou pessoas do mundo todo, especialmente crianças e adolescentes brasileiros.

No entanto, este atual sucesso mundial, tem sido apontado como inadequado para uma parte da plateia que o assiste. Apesar da classificação indicativa, que sugere público maior de 16 anos, crianças também estão tendo acesso.

Este fato alertou educadores de várias escolas do país, preocupados com a percepção que menores de 16 anos possam vir a absorver. Por esse motivo, escolas brasileiras se manifestaram para alertar os pais sobre possíveis consequências.

Série inquieta educadores: brincadeira de criança ou atrativo de horror?

A Rede Salesiana Brasil de Escolas está entre as instituições de ensino que se expressaram a favor de um cuidado maior com aquilo que as crianças assistem.

Em carta dirigida aos pais, a diretoria menciona as cenas chocantes de sangue, medo e morte e faz um alerta sobre o acesso fácil dos infantes ao programa, apesar da ferramenta de restrição de visualização para controle dos pais, que a Netflix oferece.

Não apenas a Rede Salesiana, mas também outras escolas exteriorizam apreensão. A Escola Aladdin, no Pechincha, Zona Oeste do Rio de Janeiro e uma escola privada de Salvador- BA, também sinalizaram aos pais a precaução com os episódios violentos em Round 6.

Cartas de alerta e a preocupação das escolas

Os comunicados dirigidos aos responsáveis previnem sobre o conteúdo de violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, sexo, linguagem ofensiva, de baixo calão, presentes no seriado e convidam para uma reflexão maior sobre o que as crianças assistem. 

Outra inquietação é a alusão equivocada a brincadeiras infantis, como batatinha frita 1,2,3 e bolinhas de gude, que servem de pano de fundo para as mortes e torturas. Quem perde tais jogos infantis na série, é eliminado, ou seja, é morto a sangue frio.

Uma das cartas justifica o alerta emitido:

“Sabemos que é responsabilidade da família decidir o que é melhor para suas crianças, mas enquanto educadores temos o dever de alertar e honrar o compromisso com a Educação”.

Outros profissionais enfatizam a vigilância no mundo da Internet. A Dra. Ana Paula Siqueira Lazzareschi, Advogada, especialista em Educação Digital, palestrante, conferencista e ex-professora universitária, alerta para a incontrolada cultura que chega até as crianças, por meio da Internet. Ela fala sobre o papel dos pais e a importância de estabelecer limites para evitar futuros problemas.

Segundo ela “…a interação com o mundo – inclusive via recursos digitais – deve ser feita sob supervisão permanente de pais e mães. Quando se abre mão disso – não importa sob quais pretextos – abre-se portas para níveis inaceitáveis de conflitos…”

Round 6 está nas telas de todo mundo e, por essa razão, a atenção dos pais e das escolas é essencial.

Mais dicas no e-book antibullying grátis https://educacaodigital.classnet.tech/ebook-antibullying

Compartilhe


Open chat